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“ Ogni villaggio è il mio villaggio, ogni uomo è mio fratello „
(A. Codello)
Attualità

QUEM SOMOS E COMO OPERAMOS

COME NOI começou a ocupar-se do terceiro mundo, e especialmente da India, além de 40 anos atrás. Tratava-se da India da qual Gandhi falou : “Pensamos aos milhões de seres humanos que hoje são menos do que animais, que são proximos a morrer”.

O espirito, que animava e ainda hoje anima a ação de COME NOI, é de compartecipação, fraternidade, trocas reciprocas, respeito da cultura e dos valores de outros homens que vivem longe.

COME NOI possui uma sua precisa fisionomia.

1. Trata-se de um grupo de famílias que inclui em seu balanço a voz “Terceiro Mundo”.
2. Trata-se de um grupo não confessional.
3. Opera e deixa-se envolver naquelas iniciatívas que são dirigidas a criar uma sociedade mais justa na qual sejam reconhecidos como prioritários os valores da pessoa e as caracteristicas que distinguem os homens entre si.
4. O empenho deve ser continuo no tempo.
5. Procura-se o envolvimento da população local na escolha dos projetos a serem financiados e na sua gestão.
6. A atenção privilegia o setor da agricultura
7. As ajudas não devem ser ocasionais, mas intervenções de financiamento a programas também de vários anos.
8. O empenho na atividade do grupo è assumido com espirito de voluntariádo.

Examinamos agora estes varios pontos :

1. O caráter de grupo de famílias que COME NOI resolveu se dar no seu nascimento, parece-nos hoje mais atual do que nunca. Família como núcleo em que refletem-se e vivem os grandes problemas do nosso tempo, problemas e conflitos que nos solicitam e pedem claras tomadas de posição. Cada familia aderente insere em seu balanço a voz Terceiro Mundo. O empenho não esgota-se com um simples gasto de dinheiro, com a colheita de fundos, com a fiscalização da seriedade e utilidade das despesas. Cada um de nos compromete-se em obras de sensibilização nas escolas, nos grupos juvenis e familiares, através do noticiário, além de uma revisão pessoal do seu proprio sistema de valores.

2. A aconfessionalidade: o nosso compromisso è de solidariedade e de promoção humana e não diretamente de evangelização.

3. A respeito do terceiro ponto vale a pena de acrescentar que em uma sociedade na qual parecem prevalecer atitudes de indiferença parece-nos importante desenvolver uma pedagogia da diferença na qual as diversidades entre culturas, povos, raças, são apresentadas e entendidas como valor, rejeitando um sistema que tende a uniformar qualquer expressão e portanto, em ultima analise, a indiferença.

4. No tocante ao quarto ponto, o empenho deve ser continuativo no tempo seja aqui que lá, para não descer no gesto ocasional e não envolvente, na ilusão de desagravo da consciença. E’ nosso compromisso completar os projetos que implantamos, mesmo quando apareçam graves dificuldades.

No que toca os pontos sucessivos :

5. O envolvimento da população local na escolha e na gestão dos projetos.

6. A atenção ao setor da agricultura.

7. As intervençoes não ocasionais.

Entram em jogo os criterios de escolha e os objetivos dos projetos mesmos.

a) Os critérios de escolha. Vários, de acordo com entidades, parceiros locais, caracteristícas, os projetos devem responder especialmente as necessidades consideradas prioritarias pelas populações residentes. Devem ser para tanto compartilhados, elaborados, realizados e, em um segundo tempo, geridos pelas comunidades locais, devendo-se sempre lembrar que um povo não pode ser desenvolvido, sendo ele mesmo que desenvolve-se e consequentemente o direito ao desenvolvimento exige e e presupoe a participação de gente diretamente interessada. E’ evidente que os que financiam os projetos e todos os que contribuem aos mesmos com trabalho, apoio financeiro, visitas no lugar, devem considera-los como próprios, quer dizer vive-los intensamente.

b) Os objetivos dos projetos. Almejam um desenvolvimento concreto e a autonomia da comunidade beneficiada. Trata-de de gente que escolhe de mudar a propria vida com um esforço pessoal próprio, sem esperar que tudo seja dado pelos outros. Colabora-se com as instituiçoes locais: governos, entidades eclesiais,organizações não governativas, comunidades de base, cooperativas .. E’ evidente que o desenvolvimento das comunidades através de intervenções de tipo agrículo, integradas quando necessário com iniciatívas nos setores educativo e sanitário, è o que mais presta-se ao envolvimento e participação local e que com mais probabilidades pode levar a autosuficíença.

8. O ultimo ponto: somos todos voluntários. E’ assim mesmo. O grupo è constituido exclusivamente por voluntarios que poem a disposição seu tempo, suas capacidades, seu dinheiro, sua confiança. Por esta razão as despesas de gestão são reduzidas ao mínimo.

Onde age ?

Começamos com as aldeias do sul da India, pois lá a miseria era tão grande que necessitava de urgentes ajudas. Sucessivamente, nosso campo ampliou-se a outros paises em America Latina e hoje, especialmente, em Africa.

COME NOI è uma organização não governativa que conseguiu pela CEE importantes financiamentos para algumas iniciatívas.

E tudo isso, como dizia Giorgio Torelli em seu livro Baba Camillo, “polepole”, que em Swahili quer dizer < devagarzinho, devagarzinho>, com calma, com doçura, continuando a esperar.

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